
Uma comitiva com expressivas lideranças rurais, liderada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão (Faema), tendo à frente o seu presidente José Hilton de Souza, participou com absoluto sucesso, em Salvador-BA, do primeiro dos cinco seminários regionais que estão sendo realizados pela CNA, “ O Que Esperamos do Próximo Presidente?”. O evento contou também com lideranças rurais de todo o Nordeste.
Dentre os tópicos trabalhados no seminário, a questão trabalhista foi a mais abordada, tendo como principal questionamento a Norma Regulamentadora (NR) 31, do Ministério do Trabalho, que define as regras de saúde e segurança para o meio rural, com 252 exigências. “Carregamos o peso de uma legislação que não quer proteger o trabalhador, mas punir o patrão e desrespeitar o direito constitucional à propriedade privada. Não queremos que se extinga a NR31, mas que se retire dela os excessos nos seus 252 itens impostos ao empregador”, disse Kátia Abreu.
Fizeram parte da comitiva maranhense o presidente e vice da Faema José Hilton e Raimundo Coelho, o gerente técnico do Senar Carlos Feitosa, os presidente dos sindicatos dos produtores rurais de Imperatriz, Bacabal e Peritoró, Karlo Marques, Jadson Lago e Severino Moura, o técnico e o assessor de imprensa do sistema Faema/Senar Reginaldo Vieira e Marcos Caminha, o presidente da Associação dos produtores de soja da região do Baixo Parnaíba, Wilson Ambriozi e o presidente do Inagro José Reis Ataíde.
A presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), apresentou os resultados do encontro. Os eventos têm por objetivo discutir e reunir as principais demandas do agronegócio brasileiro em cada região e consolidar em um documento as prioridades do setor rural. Após a realização das etapas regionais, haverá um encontro nacional, nos dias 24 e 25, em São Paulo, onde será feito uma versão final com as proposições do setor agropecuário, que será entregue aos candidatos à presidência da República e aos presidentes de partidos políticos.
No final do encontro,, Raimundo Coelho, fez um emocionado apelo aos presentes no sentido de mobilizar suas bancadas federais, nos respectivos estados, para em conjunto com a bancada federal do Maranhão, encontrar uma solução para os 102 municípios maranhenses integrantes do Bioma Amazônia. A legislação atual exige o cumprimento da averbação de 80% da área de cada propriedade, como reserva legal, engessando esses municípios nas suas principais atividades econômicas, agrícola e pecuária, tornando inviável a geração de emprego e renda. “
A alternativa é que sejam respeitadas as áreas desses municípios com atividades consolidadas e, principalmente, respeitando a Lei anterior que determinava o desmatamento de 50% da área, nos moldes do Bioma Cerrado”, afirmou.